Mostrando postagens com marcador Marina Colasanti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marina Colasanti. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.

Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.(...)
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

 Em: Uma Crônica - Marina Colasanti

sábado, 30 de julho de 2011

Provas de amor? Acredite quem quiser....

 “Meu bem, deixa crescer a barba para me agradar”, pediu ele.
E ela, num supremo esforço de amor, começou a fiar dentro de si e a laboriosamente expelir aqueles novos pelos, que na pele fechada feriam caminho.
Mas quando, afinal, doce barba cobriu-lhe o rosto, e com orgulho expectante entregou sua estranheza àquele homem: “você não é mais a mesma”, disse ele.
E se foi.''
Marina Colasanti